cerveja de maconha é um dos resultados da legalização da erva em diferentes países ao redor do mundo, como no Canadá e no Uruguai. Essa e outras iguarias só puderam ser desenvolvidas a partir de uma nova percepção sobre a cannabis.

Mas, nem tudo é tão simples quanto parece. A bebida é atrativa e pode garantir experiências diferenciadas, mas será que ela dá aquela brisa que a carburação oferece? E como a sua comercialização acontece mundo a fora?

Produtos como esse vão além de uma nova experiência para o paladar, pois trazem à tona questões econômicas, sociais e culturais. Por isso, a Da Mata trouxe para você mais detalhes sobre como são feitas as cervejas com cannabis, algumas opções no mercado e sua implicação na economia.

Quer saber mais sobre essa bebida diferenciada? Então, continue lendo e vamos redescobrir as receitas cannábicas!

CERVEJA DE MACONHA: ENTENDENDO COMO É FEITA

Quando falamos de cerveja e cannabis juntas, você pode estar imaginando que o resultado vai ser uma brisa intensa, com a mistura do álcool e da erva mas, baixe as expectativas: não tem nada a ver com isso.

Na verdade, a maioria dos produtos que existem hoje não trazem aquela substância especial que garante a viagem característica da erva, o THC. Isso não quer dizer que elas são menos especiais, mas que seguem os limites estimulados pelas diferentes leis ao redor do globo.

Essas especiarias, na verdade, acabam não usando a cannabis sativa ou indica, que são os tipos de maconha que causam as sensações de relaxamento ou euforia atrelados ao uso recreativo da erva – causados pelo THC.

Por outro lado, são usadas plantas “primas” da verdinha, como o cânhamo, ou cannabis ruderalis. Ele conta com dosagens muito baixas da substância psicoativa e tem o cultivo permitido em muitos países, como na Europa, principalmente, para uso na indústria têxtil.

As sementes do cânhamo foram usadas pela New Belgium Brewing, empresa no Colorado (EUA), em 2018, para a produção da The Hemperor. As folhas e flores da planta não puderam fazer parte da composição da bebida, apenas as sementes sem casca, para evitar o THC.

A bebida conseguiu manter o gosto típico da erva, mas sem os efeitos psicoativos, após muitas pesquisas e testes. A cerveja é IPA pois usa o lúpulo, da família da cannabis, o que ajuda no resultado final.

Mesmo sendo parente da erva, o lúpulo é legalizado e está presente em muitas cervejas por aí, pois não contém THC. Porém, com o passar do tempo, foram permitidas a produção de derivados com maconha e com níveis da substância psicoativa.

UMA PERSPECTIVA ECONÔMICA: CERVEJA E MACONHA

Os alimentos infundidos com a erva ganharam força com a legalização do consumo em países grandes, como o Canadá desde 2018. No país, essa liberação foi vista como uma oportunidade de crescimento por diversas empresas do ramo alimentício e por grandes empresários.

Com a abertura para consumo, naquele ano, estimaram que, até 2021, haveria uma demanda de cerca de US$4,5 bilhões em vendas da erva para uso medicinal e recreativo.

Mesmo que a lei ainda não permitisse a comercialização de comestíveis com a droga, empresas viram a possibilidade de uma abertura e começaram a investir: a Province Brands investiu 50 milhões da moeda canadense no desenvolvimento da primeira cervejaria de maconha mundial.

MAS POR QUE CERVEJA?

Havia várias brechas para explorar a liberação da erva no território internacional, então, por que as cervejarias? Esse cenário foi consequência de uma mudança no consumo da bebida pelo público jovem, que estava buscando outros tipos de alcoólicos e deixando a gelada de lado.

Grandes empresas, como Molson Coors e até a Heineken, já sentiam os impactos desse novo comportamento em suas receitas e precisavam encontrar uma forma de alcançar esse público que vinha se dispersando.

E por que misturar a bebida da cevada com a cannabis? Com a liberação da erva em diversas partes dos Estados Unidos, notou-se uma queda drástica no consumo de bebidas alcóolicas e um aumento no setor cannabico.

Além disso, uma pesquisa desenvolvida pela investidora Canaccord Genuity, mostrou que cerca de metade do consumo da erva em território estadunidense nos anos seguintes à liberação seria por meio de alimentos e bebidas, derivados da maconha.

4 CERVEJAS DE MACONHA: PARA TODOS OS GOSTOS

Agora que você entende melhor o cenário em que essa iguaria vem sendo desenvolvida, que tal conhecer algumas delas? Vamos lá

  • DA PROVINCE BRANDS – CERVEJA SEM ÁLCOOL

Lembra da canadense Province Brands? Ela produziu uma cerveja realmente à base da cannabis, a partir de talos, caules e raízes da planta, balanceadas com o lúpulo, leveduras e água – ao final do processo, o álcool produzido era removido.

A bebida é descrita com um toque seco e não tão adocicado e tem um efeito mais rápido do que as cervejas tradicionais, por isso, deve ser consumida com cautela.

  • DA COALITION BREWING – COM THC

Direto do território estadunidense, a empresa Coalition Brewing é líder na produção de cerveja de maconha a partir do processo de infusão. Sua especiaria é uma mistura de THC e lúpulo, com toques de limão.

  • XYLEM CIDER – ALÉM DA CEVADA

Fugindo um pouco do espectro da cerveja, temos a Xylem Cider, que combina cidra e cannabis! Mas calma que não é bem assim… a iguaria conta com terpeno para garantir o aroma da erva em conjunto com o gostinho de cidra.

Como é usado apenas o terpeno para trazer a sensação de consumo da maconha, tanto no olfato como no paladar, a bebida não tem THC, mas conta com lúpulo.

  • DADS AND DUDES BREWERIA: PARA A SEDE E A FOME

A Dads and Dudes Breweria foi além na produção da sua cerveja com infusão de THC: a dupla de pai e filho aposta na divulgação da bebida combinada com uma bela fatia de pizza – a melhor dupla, certo?!

Eles foram uns dos primeiros empreendedores a ganhar autorização para a produção da cerveja de maconha nos Estados Unidos, lá em 2015.

Quer ler mais sobre CBD ou THC?

CBD e THC são dois dos muitos canabinoides que compõem a erva cannabis ou maconha. Cada um dos dois tem seus diferentes efeitos, vantagens, propriedades medicinais.

Sobre maconha medicinal temos um artigo aqui, além de outros posts sobre CBD e THC.

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